quinta-feira, 10 de julho de 2014

ATINGIDOS PELA COPA DO MUNDO

       Estamos ainda em clima de Copa do Mundo. Só que agora vivenciamos um momento de tristeza, diante do placar do último jogo, Brasil x Alemanha, onde o resultado foi uma goleada de 7 x 1 para a Alemanha. Diante disso, fiz uma pequena reflexão: lembrei-me de um versículo da Bíblia que diz: "Maldito o homem que coloca a sua confiança em outro homem". No caso do jogo, todos só colocavam a confiança em um jogador, quando na verdade, a equipe tinha 22. Os jogadores não estavam preparados para enfrentar um time sem a presença do Neymar. Não presumiram que poderia haver um desfalque de um titular. A meu ver só armaram a equipe em uma só direção (é bom que eu diga que não entendo nada de futebol, só quando acontece o gool). Mas, qualquer leigo poderia perceber que a equipe não estava coesa. Faltou a unidade, a garra para ir atrás da bola. Quando aconteceu o que ninguém queria em relação ao Neymar (que foi lesionado) e ao Tiago Silva, que não pode jogar, em virtude do 3º cartão amarelo, o resto da equipe desmoronou. Ficou toda desestruturada. Inclusive os nossos corações, que ficaram despedaçados pela tristeza e a decepção.
O povo brasileiro, que experimenta diversas dificuldades no seu dia a dia, (seja na área de empregos, saúde, governo em crise, educação, violência) estava vivendo momentos de alegria e esperança, podendo até gozar de certa tranquilidade no “ir e vir”, por conta da segurança reforçada nas ruas e também pela esperança de poder saborear a vitória. Isso podíamos ver no rosto de cada torcedor.
    Então, veio um placar inesperado, onde todos os sonhos se frustraram com a derrota vergonhosa. Sabíamos que um dos dois times iria perder. Mas, com esse resultado humilhante, o que se perdeu não foi só um jogo, foi a esperança que estava depositada em um final feliz, de, no mínimo, participarmos da final da copa. Além do mais, a imagem do Brasil como o país do futebol ficou humilhada diante do mundo. Isso mexeu com o nosso brio patriota e a nossa inclinação de torcer pelo nosso Brasil, tão saqueado, tão atingido pela corrupção e pelos maus exemplos de poucos. É bom que isso fique ressaltado: o povo brasileiro é bom, hospitaleiro e trabalhador. Só lhe falta oportunidade e uma boa administração no país.
Fiz uma correlação desse episódio com a nossa vida. Quantas e quantas vezes apostamos tudo em uma só pessoa ou em um sonho ou possibilidade, descartando novos projetos, novas metas, deixando de entender que a vida não se faz por um só caminho. Portanto, diante de uma derrota, que pode ser profissional, sentimental, perda de oportunidade, de um ente querido, problemas na família e tudo o mais, não devemos nos entregar ao desânimo e à falta de esperança: O sol se põe e logo no dia seguinte ressurge. Assim também são as oportunidades que virão para mim e para você. Acreditemos, não é o fim. Em 2018 teremos uma nova Copa. Quem sabe, o preparador técnico tenha aprendido a lição.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Gratidão, qualidade difícil de se encontrar...


                O homem não nasceu para viver sozinho. Nessa convivência com os outros, que chamamos de  vida social,  passamos  a caminhar em  uma via de mão dupla,  onde oferecemos  e recebemos ajuda.  Alguns são mais pródigos em dar do que em receber. Outros,  recebem e não reconhecem e nem tampouco agradecem o benefício recebido.  Acham,  muitas vezes,  até ser uma obrigação em  ser servido. E se é beneficiado  por longo prazo, quando deixam de receber a ajuda torna-se inimigo daquele que, por algum motivo, deixou de ajudar.
 É esse o  tema que quero abordar.
                A meu ver,  a ingratidão é uma das queixas mais frequentes que se ouve  de quem se doa ou faz um benefício aos outros e recebe em troca a indiferença ou a falta de reconhecimento do  beneficiado.  Até Jesus queixou-se daqueles leprosos que foram curados por Ele. Curou dez,  mas apenas um voltou para agradecer.
                Não estou aqui fazendo a apologia de que o favorecido deva continuamente ficar ajoelhado aos pés de quem o ajudou, agradecendo o favor, alimentando o seu “ego”,  mas que deva ter  o mínimo de humildade de saber que não chegou até àquele patamar sozinho, pelo contrário,  contou com o apoio e a ajuda de uma mão solidária.
                Quando se é grato a quem nos ajuda, mantemos sempre uma porta aberta a nosso favor, que nos dá a liberdade de entrar e sair quando precisarmos. Ao contrário, a ingratidão é uma via de mão única onde você recebe uma vez e fecha a porta com  a fechadura lacrada por dentro.
                Assim também acontece com o lado afetivo e sentimental. As pessoas vão se doando por longos anos, ignorando falhas,  passando por cima de agressões verbais, físicas, tolerando imperfeições, limites, esperando que um dia esse amor e dedicação sejam reconhecidos e retribuídos de alguma forma.            Porém, às vezes,  a espera é tão longa que desanima e destrói a esperança e o que termina ficando é a lembrança da ingratidão deixada por quem não soube reconhecer e agradecer o amor recebido.
                Posso relatar aqui algo que chegou a meu conhecimento, de alguém que doou a sua vida inteira em favor de seus entes queridos, ajudando-os  financeiramente e materialmente. Já em idade avançada, doente, precisando de apoio e companhia foi deixada de lado, abandonada nas mãos de  cuidadoras, sem nenhum vínculo emocional.  Até as visitas familiares  se tornaram algo raro.
Quando aconteceu o óbito, era grande o desespero daqueles que egoisticamente não foram presentes enquanto a ajuda ainda era necessária. 
Quando  nos concentramos em nós mesmos, no primeiro momento podemos até pensar que estamos levando vantagem em agirmos assim, porém,  chega uma hora  em sentimos  o peso do remorso por não termos feito aquilo que a nossa consciência nos apontava como sendo o correto.
Existe um dito popular,  que diz: “Devemos fazer o bem sem olhar a quem” e sem  esperar algo em troca. Refletindo sobre isso, podemos concluir que, só com essa mentalidade, podemos sair de nós mesmos fazendo algo pelos outros e ficarmos com o nosso coração pacificado. Se você já passou pela experiência de dar sem receber, de amar sem ser amado e partilhar sem ser partilhado, não se deixe abater, sabendo que você não é o único a passar por essa experiência.  Lembre-se de que ser fiel aos princípios morais que nos foram ensinados é muito mais relevante do que receber um tapa nas costas de hipocrisia.
              "O fato de não haver reconhecimento, não anula nada do que você fez..."

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

CHOCANTE OU IMORAL? EIS A QUESTÃO

     

                 
 Por esses dias,  me encontrei pensando sobre o comportamento e a maneira de reagir das pessoas diante de fatos que, há algum tempo atrás, seriam  considerados um  verdadeiro acinte contra a moral e os bons costumes.
                O que mais admiro não é a prática e a maneira como se comportam as pessoas que os pratica  e,  sim,  o modo de impor a aceitação de tal comportamento como algo natural. Já existe punição para quem não aceitar porque estará enquadrado  em uma lei imposta e severa que priva do cidadão comum um direito que lhe é inerente e que é garantido pela Constituição Federal:  A liberdade de expressão.
                Estamos todos com o feche clair na boca. Ai de quem falar contra. Será considerada uma pessoa radical, que não evoluiu o pensamento, que não se modernizou. E a consequência é o que estamos vendo diariamente na mídia.  Filhos privados de nascerem de casais normais, o extermínio de famílias tradicionais, a exposição de cenas anormais que escandalizam a todos os que veem, mesmo aqueles que dizem achar natural. E uma lei ditatorial que pune quem pensa o contrário.  Alguns, para justificarem a situação, perguntam: “Por que não mudam o canal”? Essa pergunta, nas entrelinhas,  é uma resposta para dizer que se alguém não gosta, não deve criticar, deve sair de cena. Mas insisto: E os menores, e tantos maiores que não têm o discernimento de escolher entre o certo ou o errado? Muitos se deixam levar pelo que diz a mídia.   Eu, por exemplo,  não me prendo a esses programas mas sei que eles influenciam na sociedade  e a minha questão aqui não é em relação a um programa específico e sim a um estilo de vida que está sendo imposto sem um questionamento com a sociedade como um todo.
                Ora, analisando o exposto, estamos diante de um contraditório: Por um lado uma lei que me dá o direito de liberdade de exprimir o que penso e,  do lado oposto,   outra lei que me pune se eu expressar a minha opinião. Vocês que estão lendo, se não pararam para analisar, pensem comigo:  Estamos sendo bombardeados com mensagens, através da mídia, que vão de encontro aos valores morais e tradicionais que adquirimos ao longo da nossa vida  que,  quando quebrados, acarretam no ser humano feridas e consequências desastrosas para o resto de suas vidas, se não buscarem ajuda eficaz, baseada na Palavra de Deus, que é o parâmetro para nos levar ao caminho certo. Essas feridas provém de várias dimensões, desde promiscuidade, adultério, mentira, intriga, embustes, falta de respeito dos filhos para com os pais e pessoas mais velhas,  corrupção e outros que não posso falar porque irei ser punida. Mas, o que estamos vendo, é que há uma corrente forte que quer induzir a sociedade a mudar os seus valores morais. Essa é a questão.
                Não estou querendo voltar para a represália de programas dos anos 64, que era o tempo da ditadura, porém, acho que a mensagem deve ser filtrada porque grande parte do público está em estágio de formação de princípios e sujeita a  ficar inclinada  a adotar o que vê como natural e o seu próprio estilo de vida, e, consequentemente, as futuras gerações tomarão o mesmo caminho, por estarem sendo direcionadas pela mentalidade atual. E isso é muito grave em um  mundo que prega a liberação das drogas, do aborto, do sexo desenfreado, do individualismo, do secularismo onde tudo é permitido e por aí vai. Ultimamente, a situação está se agravando com a formação de grupos que se unem para praticar a violência contra o seu semelhante. E o pior: acham que estão certos. Falam livremente o que pensam. Criam leis para defender-se e amordaçar os que não  concordam e o resultado de tudo isso é que está sendo imposta à todos nós  uma maneira de ser que denigre os princípios que norteiam uma sociedade sadia e equilibrada.
                Acima,  deixei escrito o meu ponto de vista, a partir dos princípios que adquiri ao longo dos anos. Resta a cada um analisar como  está se situando diante de tudo o que leu. Você é livre, somos todos livres, para tomar as nossas decisões e opinar acerca do que queremos e  vivenciamos. Porém, a nossa liberdade termina onde começa a do outro.  É importante nos conscientizarmos de que precisamos mostrar,  também,  a nossa Verdade para que haja uma oportunidade de comparação entre os dois caminhos  e a pessoa possa tirar diante das duas opções a sua própria conclusão e escolha.   
                Fique livre. A decisão é sua.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Medos

        O ser humano traz no seu interior uma gama de sentimentos que podem, muitas vezes, dificultar os seus passos. À medida em permitimos ou não  que eles tomem proporção nas nossas escolhas, podemos ter, em nossa vida, resultados positivos ou negativos.
                Alguns desses sentimentos são originários da nossa infância, onde grande parte das vezes não sabíamos combater e nem tínhamos com quem partilhar e eles foram tomando corpo e se avolumando de tal forma na nossa mente,   que,talvez hoje, repercuta em nossas decisões e atitudes. Aliás, a própria psicologia explica que a personalidade do ser humano é formada dos  zero  aos sete anos.
               Engraçado como muitas coisas da minha infância permanecem vivas no meu pensamento. Lembro-me que, bem pequena, (mais ou menos uns 5 a 6 anos)  quando chegava a hora do “recreio” no colégio, as meninas maiores atacavam a minha “merendeira”. E eu não podia reclamar e nem contar para a professora porque era ameaçada de levar uma boa surra quando terminasse a aula.  Por causa disso, o sentimento de medo, passou a tomar conta do meu cotidiano e eu passei a ter pavor de ir à escola.  Diariamente, sentia dor de barriga quando chegava a hora de me arrumar para ir ao colégio. O que acontecia comigo era o que hoje se chama de bullying. 
                Como sempre, o meu avô era atento para tudo o que acontecia a meu redor e passou a conversar comigo para sondar o que se passava. Quando ele percebeu que eu estava com medo, ele procurou investigar de mim o motivo e me falou  uma frase que ficou para sempre no meu coração: “Minha filha, não deixe que nada e ninguém amedronte você. Não tenha medo de enfrentar pessoas,   o que está a sua frente ou o que lhe irá acontecer. O importante é se ter as mãos limpas e a consciência tranquila. O resultado será sempre positivo e satisfatório quando se age dessa forma.  Ninguém é tão forte, se perpetuando no mal, que um dia não possa  ser derrotado   e nem tampouco tão fraco que não possa defender-se e dar passos seguros em busca da verdade e de seus ideais,  quando age honestamente com o objetivo de fazer o bem.
                Com esse direcionamento, a  medida em que fui enfrentando os obstáculos da vida, eu pude colocar em prática o ensinamento do meu sábio avô, sem me esquecer, contudo, que tinha  que ter como meta a consciência tranquila de procurar fazer sempre o que é bom aos olhos de Deus. Esse é um requisito importantíssimo para não trazermos dentro de nós o sentimento de  inquietação, medo e insegurança.
                Haverá  sempre no mundo pessoas que armam ciladas e fazem todo tipo de mal contra nós, doenças, dificuldades, tristezas, decepções, morte e surpresas desagradáveis Mas, não podemos nos deixar dominar pelo medo de ter que enfrentá-las, pois se isso acontece, seremos prisioneiros da nossa própria fraqueza e insegurança.
                Lembro-me também do que  um grande amigo, que já está perto de Deus, me dizia: Quando a tristeza, a dificuldade aparecer, lembre-se sempre de que ela vai passar. Ele nos fazia lembrar de algo que havia acontecido há algum  tempo conosco, que nos havia deixado triste, abatido. Depois, perguntava: aquilo passou? Quando lhe respondíamos positivamente ele arrematava: Isso que você está vivendo, agora,  também vai passar.
                Essa lição de vida me ajudou bastante a enfrentar as minhas tribulações e dificuldades, ficando de pé, sem me descabelar, com o olhar para o alto na certeza de que a solução estará logo adiante. 
                A fé também nos ajuda a caminhar com confiança nas horas difíceis da nossa vida.  Mas, a fé que eu preciso ter não é em mim e nas pessoas, mas no transcendente que, para mim,  é Deus, é Jesus vivo e Ressuscitado que está à frente de quem Nele crê e confia  e O convida a entrar na barca da sua vida.  É Ele que é o comandante do meu barco e que não me deixa afogar se esse barco furar. Ele está ao  nosso lado, mesmo que nos pareça estar dormindo. É Ele que nos momentos em que,  muitas vezes,  levados pela sensação de que iremos perecer, olha para mim e para você e nos pergunta: “Por que temeis homens de pouca fé?”
Por isso meu caro leitor, quero te dar esse lembrete: “Lance fora o temor da tua vida”.
Aproveite esse período de final de ano para fazer uma reflexão do que está guardado no armário da sua vida. Analise as suas memórias e tente entender que, muitas de suas reações, como das minhas também, são consequências do que passamos e que podem ter ficado mal resolvido dentro de nós
Enfrente corajosamente o que a vida coloca diante de ti, sabendo que você não é o único a passar por essas adversidades. Muitos passaram por coisas ainda piores do que você e eu. Se eles superaram, acreditemos, a vitória também chegará às nossas  mãos.
 Vamos  em frente. Pé na tábua e fé em Deus!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O perigo de manter um coração ferido

     


Há dias, ouvi uma história que, à primeira vista, não me despertou atenção porque, inicialmente, a meu ver, era um relato corriqueiro que acontece no dia a dia das pessoas.
Era alguém que relembrava fatos de sua infância remota e que falava de um cachorrinho vira lata, cheio de sarna, mas que era muito amado pelo dono
e, como moravam em uma casinha muito pobre à beira de uma estrada, tinham sempre o cuidado de fechar a cancela para que o cãozinho não corresse em direção
aos caminhões e carretas que passavam na pista. Era a preocupação constante do seu dono, que amava muito o seu cãozinho.
Certo dia, alguém descuidou-se e deixou a cancela aberta. E não deu outra. Aconteceu o que seu dono temia. O cãozinho foi direto em direção à pista e teve a sua pata atingida pela roda de um caminhão
Imediatamente, o dono percebeu o que lhe ocorrera pelos granidos de dor e correu a seu encontro, colocou-o nos braços para socorre-lo. Porém, instintivamente, movido pela dor, o cão mordeu-lhe o braço e, segundo ele, a dor foi tão intensa que lhe atingiu o âmago da alma. Mesmo assim, o dono não o largou. Experimentando essa dor imensa o aconchegou em seu peito e o animalzinho foi se aquietando.
Na nossa vida, pode acontecer que tenhamos a mesma atitude do dono ou a reação do cãozinho. Como o dono, muitas vezes tentamos ajudar as pessoas, principalmente as que amamos. Elas, por estarem feridas pelos "caminhões ou tratores" que vão passando na estrada da sua vida, reagem agredindo a mão que lhe estende o socorro.
Essas feridas são decorrentes de desilusões, frustrações, desamor, traições, ingratidão, falsidade, perdas, lutos e tantos acontecimentos dolorosos que enfrentaram ao longo de suas vidas. Por isso, têm dificuldade de se relacionar bem com as pessoas, principalmente as que amam, daí é importante que se reconheçam feridas e necessitadas de cura, porque um coração ferido fere, machuca e agride a quem se aproxima dele mesmo que tentando ajudá-lo como foi o caso da historinha acima.
Portanto, meu caro leitor, se por uma mera coincidência, você conhece alguém que reage como esse cãozinho, mordendo e agredindo aqueles que ama e tentam ajudá-lo, nessas poucas linhas você poderá encontrar uma pista para indicar o caminho da cura.
         Ao analisar mais acuradamente a reação do cãozinho e do seu dono, vemos que o dono mesmo ferido, sentindo uma dor profunda na sua alma, não deixou de aconchegar o animalzinho ao seu peito, entendendo, naquele momento,  que a reação agressiva  partiu da dor da ferida e não de um sentimento
de raiva ou de ódio que ele tinha do seu dono. É importante que nos lembremos disso todas as vezes que formos atingidos por alguém com o coração ferido para que também o nosso coração não seja atingido.
Para aqueles que moldam a sua vida pela Palavra, lembre-se do que Jesus falou lá no Alto da Cruz: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". Certamente, Jesus, que sabe tudo e conhece o coração do homem e as feridas que a vida lhes proporciona, entendeu perfeitamente a ação dos seus agressores e os perdoou, justificando-os, assim como o dono do cãozinho que mesmo sentindo a dor profunda da mordida ou agressão daquele  a quem tanto amava, não o abandonou.
Diante do que foi exposto, só nos resta identificar-nos  com os personagens e partir para uma solução: aceitar a ajuda da cura ou, se for o caso,  entender a situação de quem está ferido a seu lado, procurando ajudá-lo, sem que isso se torne um peso e uma ferida para você.
Seja firme, vá em frente, e  não se deixe atingir pelas pedras do seu caminho.
Que Deus te abençoe!




quinta-feira, 26 de setembro de 2013

MÁSCARAS QUE USAMOS

            É interessante fazer pequenas paradas na nossa vida para refletir e visualizar o nosso interior, o que carregamos dentro de nós que deixamos exteriorizar para os que convivem conosco.
       

     Você que está lendo o texto, já se perguntou como os outros o veem? Já refletiu o porquê de,  em alguns dias, você amanhecer triste, com falta de sentido para a vida, querendo encontrar algo que o faça feliz ou lhe traga a alegria ou a meta para viver?
            Geralmente, as pessoas observam o que exteriorizamos na nossa convivência com elas porque, na verdade, só Deus vê o que está dentro de nós. Por isso, é importante refletirmos à luz da Palavra como está o nosso coração (símbolo das nossas emoções),  para, a partir dessa observação, identificarmos o que estamos de fato transmitindo para as pessoas e  fazermos um trabalho conosco mesmo com o fim de  eliminar o que nos impede de alcançar essa paz interior que tanto almejamos.
            Muitas vezes firmamos  uma opinião sobre nós mesmos, nos achando perfeitos, no caminho certo, sem   perceber os rastros que estamos deixando no coração dos outros, como por exemplo, palavras que ferem,  humilham,  menosprezam, que se colocam sempre acima e superior aos outros. Você já pensou nisso? Já se colocou no lugar daquele a quem você fere, humilha, despreza, desvaloriza?
            Em primeiro lugar, precisamos  tirar um tempo do nosso dia para esse fim, o que para muitos é difícil porque não “aguentam” ficar  sozinhos consigo mesmo,  talvez  até com medo do que irá encontrar ou descobrir dentro de si.  Alguns preferem enfiar a cara no trabalho, ou sair para compras, se reunir com os outros para se distrair jogando “conversa fora”, ou quem sabe, julgar e falar da vida alheia tirando o foco de si mesmo, perdendo a oportunidade de se autoanalisar e melhorar como ser humano. Com isso, acabam se tornando pessoas de difícil convivência, que sempre estão querendo impor seus pontos de vista  sem conhecer o lado do outro, e sem se importar  como está sendo visto e analisado.  Esse comportamento geralmente afasta as pessoas ou gera uma vida cheia de conflitos, confusões, ofensas,  medos, isolamento, insegurança, mágoa, inimizades, críticas, amargura, desamor. Todos esses fatores acabam gerando dentro de si um vazio, uma tristeza mortal que podemos chamar de falta de paz interior ou “desassossego”.
            É muito importante trabalharmos em nós alguns predicados, dentre eles, enumero em primeiro lugar a humildade.
            Precisamos ter a humildade de reconhecer em nós limitações, fraquezas e querer eliminá-las e não justifica-las, apontando sempre que o erro é do próximo; A partir desse passo vêm os outros requisitos, tais como o perdão, a paciência, a compreensão e  a tolerância com o que nos é diferente.
            Conseguindo firmar e estabilizar essa postura interior e assumindo-a como uma verdade individual  (pois quando ela não parte de uma convicção pessoal se torna um fardo pesado e impossível de se manter por longo tempo) alcançaremos a verdadeira liberdade interior e não uma vida de aparência, onde externamente esboça um sorriso e interiormente a alma chora de tristeza e vazio.
            O sorriso dos teus lábios está expressando o sentimento do teu coração? Encontre a tua resposta e identifique como está o teu interior. Fique em paz!      

             

terça-feira, 17 de setembro de 2013

ESCOLHAS CERTAS PARA UM RESULTADO PROVEITOSO

    

           Refletindo  a minha história de vida, busquei  identificar as metas que nela priorizei  no passado.  Vale esclarecer, que me refiro  àquilo  que se coloca como parâmetro para se chegar a uma realização de sonhos, ou seja a meta.
 Ficamos detidos em nossas próprias preocupações e objetivos a alcançar que deixamos passar despercebidas as maravilhas a nosso redor, seja em relação  à natureza, apreciando a beleza de um céu estrelado, da noite de luar, do perfume de uma rosa, dar atenção e carinho  às pessoas que amamos ou aos animais  que estão à nossa volta.
                Escutei o relato de alguém sobre um fato que me fez pensar sobre tudo isso. Um familiar próximo estava hospitalizado em estado grave. Precisava de um apoio e conforto dos seus queridos, o que o levou a fazer uma ligação para um deles que, no momento estava de saída para um lazer e lhe respondeu que retornaria  quando tivesse um tempinho. Minutos depois, recebe novamente uma ligação, porém agora do hospital noticiando o falecimento do seu ente.
                Quantas vezes isso talvez aconteça comigo e com você. Trocamos a atenção e acolhida ao outro por coisas e compromissos  superficiais, que poderiam ser feitas numa outra ocasião.
                Lembrei-me de  uma historinha que ilustra  esse fato: um pai muito ocupado que nunca tinha tempo para brincar com o filho e sempre o respondia  brusca e apressadamente, alegando sempre ter algo a fazer, reclamando o barulho que o filho fazia quando ele lia o jornal ou via a TV.  Certa ocasião, o filho lhe pede uma quantia em dinheiro e ele reage de forma grosseira.  A criança vai para a cama cabisbaixa  e o pai ficou tocado naquilo que havia feito. Arrependido, vai ao quarto do filho, pede desculpa  e lhe entrega a quantia pedida, porém, antes,  pergunta para que fim seria o dinheiro. O filho o abraçou sorridente e levantando o colchão pegou uns trocados que havia economizado. Ao ver a cena, o pai novamente se encoleriza e passa a gritar o menino querendo saber o  porquê  ele queria  tanto dinheiro. Qual não foi a surpresa ao ouvir do filho: “Pai, esse dinheiro é para comprar uma hora do seu tempo”.
                Essa reflexão me fez agradecer a criação que eu recebi,  pois fui ensinada a valorizar mais a pessoa do que o bem que ela possui, a  valorizar mais o ser humano e a sua dignidade  do que a sua aparência exterior e  o que ele pode me oferecer. Aprendi que só se leva da vida aquilo que se constrói na vida dos outros. E  seremos lembrados pelas pessoas por aquilo que construímos em prol de suas vidas e não o que compramos para elas com o fim de conquistar a sua afeição.
                Hoje, olhando para as escolhas que fiz, vejo, sem falsa humildade, que  sempre foram baseadas nesse padrão de valorizar as pessoas, principalmente a minha família. Sinto-me recompensada, hoje,  pelos frutos  que tenho recebido. São frutos de paz, harmonia, amizade e coração pacificado que tem a consciência da missão cumprida.
                Vale ressaltar que tudo isso não foi mérito meu, mas da Graça de Deus que me fez optar pelo que é eterno e não pelo que é passageiro.
                O mundo tem optado pelo “ ter coisas”,  deixando de lado o ser. Porém, presenciamos no dia a dia,  resultados desastrosos. Filhos matando pai e mãe e vice-versa e tantos outros fatos que escandalizam e nos chocam.
                Diante de tudo o que foi exposto, olhando para trás, no percurso da sua vida, quais têm sido as suas escolhas?  Lembrando que o que você planta hoje,  colherá os frutos amanhã.

Que seus passos sejam conduzidos  para a opção certa que vai te trazer a  alegria e a  paz interior.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O PERIGO DA CONSCIÊNCIA TRANQUILA

                O ser humano, embora se confesse sem religião, tem entranhado em seu ser uma consciência que é regida pela lei natural,  que o  faz  distinguir entre o bem e o mal, o que é certo e o que está errado.
                Observamos, frequentemente, situações adversas, onde a capacidade de discernimento das pessoas  parece ter sido anestesiada,  levando- as  a ofenderem e a fazerem o mal aos outros, como se nada tivessem cometido.
                Tive oportunidade de conviver com situações desse tipo.  Ouvir de pessoas  ofensas, gritarias, mentiras, calúnias e ainda essas mesmas pessoas  ficarem  na posição de vítimas, levando-me a questionar  e a interrogar-me diante do que eu própria não conseguia entender daquele comportamento inadequado. É uma situação bastante complicada, que mexe com o nosso interior ao nos deparar com  o quadro de tranquilidade do ofensor que nos leva a ficar em dúvidas em relação  à nossa própria consciência e chegamos a pensar que, mesmo  que não tenhamos feito nada de errado, sejamos o culpado daquela situação.


                Conviver nessas circunstâncias por um longo período pode trazer feridas muito profundas  em quem a vivencia. Confusão mental, dúvidas, insegurança, desequilíbrio emocional são algumas das sequelas oriundas dessa situação, que,  se não forem tratadas devidamente, podem originar o tão temível estado de depressão, que é conhecido, atualmente, como a doença do século.  
                Para que haja uma convivência agradável, onde sejam cultivados o amor, a sinceridade, o diálogo e a ajuda mútua, é importante que haja uma consciência da necessidade de  respeito ao outro.
                A consciência tranquila não quer dizer ausência de culpa e de consequências desagradáveis pelo atos cometidos. A vida é um bate e volta. Tudo o que fazemos e o que dizemos não volta para nós vazios, porém traz resultados bons ou ruins, dependendo do que fora lançado, ressaltando que, muitas vezes, sofremos as consequências dos atos das pessoas que estão ligadas a nós. Por isso, é necessário cultivar o perdão, fazer o bem e procurar se trabalhar para que a ofensa sofrida não deixe em nós feridas incuráveis que impeçam o curso natural da nossa vida,  de cabeça erguida. Quando a convivência é contínua e de laços mais profundos (no caso de pai x mãe, marido x mulher, irmão x irmã etc)  o trabalhar exige uma outra maneira de proceder, podendo até chegar à necessidade de buscar um psicólogo ou profissional da área,  para ajudar a lidar com o problema em questão.
                A nossa vida tem um prazo determinado aqui na terra. Para os que acreditam, Deus nos criou para sermos felizes e vivermos em harmonia uns com os outros. Devemos lutar para alcançar esse objetivo, que tem como resultado a paz interior, tão sonhada por todos nós. Se a convivência tira de nós essa paz, é necessário que façamos uma análise do que está acontecendo e buscar soluções favoráveis dentro da realidade que cada um está vivendo.
                Lembrando para os que buscam a Palavra de Deus: Jesus quando ressuscitou e apareceu a primeira vez aos seus discípulos, disse a eles: “A Paz esteja convosco”.  Em outras ocasiões, ele também falou:  “Dou-vos a minha paz.” Não é a paz do mundo (livre de problemas) mas a paz que vos deixará aliviados e tranquilos ao se depararem com as tribulações do dia a dia.
                Posso confessar que busquei e encontrei essa paz perene em Deus, através de um aconselhamento e de uma caminhada cristã, que me fez enfrentar as dificuldades com o olhar para o Alto.  É essa paz que estou, agora, desejando a todos vocês que almejam encontrá-la.
 A paz esteja com vocês!

terça-feira, 23 de julho de 2013

INDIFERENÇA OU DESAMOR?

       
      Estamos vivendo a era do descartável e da indiferença.
                Há algum tempo, ao ver reportagens na TV sobre fatos chocantes, como, por exemplo,  homicídios, me dei conta de que aqueles que têm o coração sensibilizado,  sentem-se mal ao perceber a forma com que as pessoas se posicionam diante da dor e do  sofrimento do próximo. A maioria desses noticiários provém da periferia, onde há frequentes ocorrências policiais e,  enquanto a família está sofrendo pela perda de um ente querido  ali presente no chão, sem vida, aguardando o IML, os vizinhos e as crianças,  principalmente, estão ao redor, achando graça por serem  filmados,  e, por causa disso,  ficam sorrindo, fazendo gestos, brincando em frente das câmeras, completamente alheios à dor e ao sofrimento provenientes dessa situação. Porém, devo ressaltar, que a indiferença ocorre, não só na periferia, mas, também,  na  média e  alta classe social.
                Partindo  desse quadro, podemos fazer uma reflexão de como estamos nos comportando diante da dor do próximo, em grande e pequena escala. Penso assim porque , muitas vezes,  minimizamos a dor do outro, achando que é bobagem, porque não nos atinge diretamente e maximizamos a nossa  dificuldade, imputando aos demais até a indiferença, falta de atenção, de sentimento cristão em relação ao que estamos experimentando na pele.     Nesses últimos dias, tenho refletido sobre esse assunto porque ouvi no noticiário que o Papa Francisco  expressou  a sua opinião sobre esse mal, que ele chama de  globalização da indiferença, que assola o coração das pessoas no nosso século. E o pior está acontecendo, talvez até na casa de quem está lendo esse texto.  Cada um vive o seu mundo particular, ainda que sob o mesmo teto, mas sem se importar e se envolver com as dificuldades e interesses do outro. Geralmente, ligadas ao Smartphone ou celular, trancadas em seu próprio mundo, provocando, dessa maneira, o distanciamento uns dos outros.
                Essa indiferença é refletida na  própria sociedade, nos relacionamentos interpessoais, gerando nas pessoas a falta de paz, de confiança, de apoio e acolhimento, levando embora o companheirismo e  fazendo com que cada um fique preso ao que lhe interessa, buscando os seus próprios benefícios, ignorando  “o amor ao próximo como a si mesmo”, que é um mandamento universal de todas as religiões cristãs”.  
                Por estarmos vivendo em um mundo secularizado, onde a ganância, a autopreservação, o cada um por si e salve-se quem puder  fazem parte do nosso cotidiano, ouvir falar de amor ou de ajudar ao próximo, chega a soar forte no nosso ouvido e, frequentemente,  escutamos  desculpas de pessoas que argumentam serem impedidas de ajudar ou fazer o bem sem saber a quem porque colocam suas vidas em risco. E, nesse entendimento, é que mora o perigo. O perigo  de perder a nossa paz interior, a afeição natural pelo próximo, que,  independente de religião,  é um sentimento inerente ao ser humano, que o difere dos animais irracionais, porque  sem essa qualidade o homem se torna brutalizado, é o que presenciamos na sociedade contemporânea.
                Precisamos tomar consciência de que esse individualismo é uma barreira para que a nossa paz aconteça e que encontremos a felicidade que tanto almejamos. É necessário que haja, por parte de cada um a consciência e a convicção de que o caminho para vivermos felizes é dando as mãos uns para os outros. As pessoas que convivem conosco percebem, mesmo que não falem, o nosso individualismo ou cooperativismo. E isso traz consequências no nosso dia a dia. As nossas atitudes ou maneira de ser provocam aproximação ou distanciamento.
                Cada um é livre para escolher o seu caminho. Depois dessa reflexão, qual o caminho certo para você, sabendo que a sua escolha  lhe trará benefícios ou não. Você já optou pelo seu caminho?

                              

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Perseverar sim.. Desistir? Jamais!

                  Hoje detive o meu pensamento na seguinte  reflexão: Por que as pessoas desanimam,   logo de princípio,  quando os seus planos começam a fraquejar?  E, logo passei a me questionar como eu me comportava diante daquilo que eu planejara para mim e que não estava acontecendo como eu esperava.
                Então, lembrei-me do que me ensinaram, quando criança: “Na nossa vida, antes  de nos lançarmos a um projeto,  temos que traçar planos de ação”.  Alguns chamam de roteiro. Esse roteiro consta de etapas que devem ser percorridas e vencidas.  Para isso, precisamos dar passos, nos esforçarmos  para conseguirmos chegar à meta. Mas, existem pessoas que, diante do primeiro obstáculo,   desistem da caminhada e  ficam sentadas   à beira da estrada, sentindo-se um derrotado, lamentando-se,  na posição de  um perdedor.
                Precisamos combater esse sentimento de fracasso,  assumindo que,  dentro de nós, existe uma força que nos anima a seguir em frente e encarar  os desafios que a vida nos apresenta,  com o olhar de esperança e otimismo, diante das tribulações e dificuldades que enxergamos.   O “x” da questão está em como agir diante de determinadas situações.
                Em relação à minha pessoa não sou de desistir e voltar atrás no meio do caminho, quem me conhece bem sabe disso. Quanto dou passos em busca do que projetei para mim, é porque antes analisei os pros e os contras  e firmei a minha vontade no propósito assumido.
                Um dos grandes problemas que costumo presenciar na vida das pessoas que facilmente desistem é que elas agem por impulso ou baseadas em sentimentos, quer seja de raiva, vingança, alegria, paixão, euforia e tantos outros, e, geralmente, quando passa o primeiro momento, que caem em si, tomam consciência da realidade e, com isso, voltam à etapa inicial, com a sensação interior de fracasso e desânimo, gerando assim o complexo de que nada dá certo em sua vida.
                Eu me considero uma pessoa vitoriosa diante das dificuldades que enfrentei até hoje.  Das pessoas, pouco se pode esperar em determinados momentos porque uma das grandes frustrações do ser humano é confiar que o outro vai socorrê-lo e, de repente, não contar com essa ajuda.  No meu caso, esse socorro para não desistir e perseverar, nunca me faltou, porque, na verdade eu não coloquei minha esperança nas pessoas, embora algumas vezes tenha recebido ajuda delas, na maioria das vezes eu o encontrei  vindo do Alto, de Deus.
                Nessa concepção, eu tenho aprendido que desistir, jamais, assim, eu me considero feliz, mesmo diante das lutas, das tribulações e dificuldades que me são impostas no dia a dia. Prossigo com o meu olhar focado em algo que não passa, já que os problemas, as lutas, dificuldades e crises são passageiras.  É essa a receita que encontrei para ter uma liberdade e uma alegria interior.
                Portanto, caro leitor, se você tem dificuldade  de perseverar em seus propósitos e na metade do caminho bate em você o sentimento de insegurança diante do que irá encontrar em seu percurso, tire os seus olhos  das circunstâncias e das pessoas e os coloque na meta que você deseja alcançar, confiando que a ajuda do Alto não irá lhe faltar.  Não há dificuldades que não possam ser superadas. Força! Vá em frente.  O segredo é perseverar sempre, desistir, jamais!
            





terça-feira, 11 de junho de 2013

Amizade x Conveniência – Será que ainda existe amigo ?

                 Na concepção da palavra, amigo é aquele que está junto para o que der e vier.
                Para os que leem e se deixam pautar pela Palavra de Deus, o verdadeiro amigo é aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. (João 15, 13).
                Refletindo sobre o assunto, passei  a fazer um balanço das minhas amizades e analisar as que até hoje deram provas de sua veracidade. Constatei que tenho alguns  amigos na acepção da palavra, mas também  descobri que no meu convívio existem aqueles que podemos chamar de “amigos da onça”, que são os que estão conosco quando estão se beneficiando de alguma coisa ou nos momentos de lazer.
                  Lembro-me que tive  muitos amigos da época de juventude, na escola e faculdade. Era muito ligada a eles. Porém, quando chegou à época de cada um tomar o seu rumo, buscar o seu espaço, essas amizades ficaram no esquecimento, ninguém mais buscou saber como o outro estava, deixando para trás toda a convivência sadia e feliz que desfrutamos outrora.
                Partindo do princípio de que somos humanos e podemos um dia falhar, quando falamos em amizade verdadeira  não significa dizer que não iremos um dia vacilar  ou não suprir completamente a expectativa da pessoa.  O que  é difícil de aceitar é uma amizade por conveniência, ou seja aquela que está a nosso lado apenas para receber vantagens e no momento  que convém. Geralmente,  quando essa amizade é colocada à prova, constatamos omissão, falsidades e auto proteção, onde o outro  se cala para não se expor  e, assim, fica em cima do muro, agindo como Pilatos, lavando as mãos para ficar numa boa.
                Amizade é mais do que conviver com pessoas por aquilo que elas podem retornar para nós. Os amigos foram colocados a nosso lado como um bálsamo para refrigerar a nossa alma quando está cansada e no momento da fraqueza e dificuldades serem  a força que irá  nos encorajar e nos levantar com a sua mão forte e verdadeira.
                Lembro-me que, certa vez,  bem criança, sentada à porta da minha casa, em Floriano, ao lado do meu avô, ele me fez  a seguinte observação:  “Minha filha, você está vendo aquela placa? (Era a placa de um restaurante, que ficava bem na esquina,  e  era denominado Restaurante Vale quem tem).
                Então, o meu querido avó passou a me falar da experiência  dele com os amigos que havia escolhido para o seu convívio social e do dia a dia. Dizia ele: “Minha filha, Você saberá quem são os seus verdadeiros amigos na hora da dor e da necessidade. Os que ficarem a seu lado e lhe apoiarem, esses sim, nutrem por você  uma verdadeira amizade. Os que se afastarem na sua necessidade é porque não merecem a sua amizade.
                Depois de todos esses anos tenho vivenciado as palavras do meu avô na própria “pele”.  Posso dizer que identifiquei os meus verdadeiros amigos na hora do meu sofrimento e dificuldades, no momento em que eu só podia oferecer   o meu coração despedaçado.
                Mas, depois que tudo passou, veio pelo  amadurecimento  a convicção de que eu não posso esperar que as pessoas supram todas as minhas expectativas e necessidades e que a realização das mesmas  devem partir de mim.
                Então,você,  meu amigo, que lê esse artigo, se  já se decepcionou com alguém que lhe era próximo, não se afaste dos demais. Apenas, entenda, que foi uma maneira de  perceber quem, na verdade, são seus verdadeiros amigos e merecem gozar da sua companhia e da sua confiança.  A partir daí, com certeza, os seus olhos estarão bem atentos para aqueles com quem você irá abrir o seu coração. Eu tenho procurado identificar quem se aproxima de mim com autenticidade e aqueles que são movidos por interesses escusos.
                A Palavra de Deus diz: “Quem encontra um amigo encontrou a pérola preciosa”. Não desanime se isso não aconteceu ainda com você. Olhe para o porta joia da sua vida com mais atenção. Pode ser que a sua pérola preciosa esteja misturada com as bijuterias. Mãos à obra!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A arte de buscar a felicidade na vida que temos

                 Outro dia ao refletir sobre o dito popular “Vida boa é a do vizinho” cheguei à conclusão de  que, grande parte das pessoas  pensam assim. Acham que  só elas tem problemas, dificuldades, tribulações e que a vida do outro é perfeita e maravilhosa, quando,  na verdade,  isso é um mito.

                O coração do homem é, por natureza,  insaciável com aquilo que tem. E sempre está olhando para o outro, para quem,  a seus olhos,  tem mais ou tem o melhor. Por isso, é eternamente insatisfeito, está sempre querendo e buscando mais.
                Guardo na minha memória  algumas experiências que fiz ao longo da minha vida,  comigo mesma, na minha infância, das minhas atitudes e reações.  A minha cidade natal, Floriano-Piauí, é muito quente, por isso era praxe as pessoas  dormirem  de rede. E, dificilmente, as casas eram forradas. Por isso, antes de adormecer eu ficava a contemplar o telhado, olhando as frestas de luz que entravam pelas brechas e isso fazia com que meus pensamentos voassem para bem longe. Às vezes, até me levavam para dentro de mim mesma, como aconteceu com o fato que vou expor aqui nesse texto.  Vale ressaltar que isso ocorreu, se não estou enganada, nos meus 9 ou 10 aninhos. Mas,  que, apesar de aparentemente insignificante, deixou marcas no meu coração.
 Foi logo depois do natal. Eu havia pedido ao Papai Noel uma bicicleta (eu acreditava piamente nele, escrevia cartas, fingia que dormia para esperar a sua vinda, ficava extremamente ansiosa na véspera de natal) . E, naquela noite,  tudo  aconteceu como o meu coraçãozinho de criança esperava. No dia seguinte, quando acordei, foi grande a minha felicidade:  lá embaixo da minha rede estava  alguns mimos e a bicicleta tão sonhada. Não sabia se  sorria ou chorava, se pulava ou gritava. Uma felicidade indescritível. Entrei em um período de grande euforia  aprendendo a andar, levei alguns tombos, cheguei a quebrar o nariz,   mas ao me acostumar com o brinquedo, que satisfez  todos os meus anseios,  passei  a deixá-la de lado, a perder o interesse. Passava dias sem olhar para ela.
                E, diante desse fato, o meu avô, muito sábio, veio conversar comigo fazendo a seguinte observação: minha filha, você queria tanto essa bicicleta, Papai Noel teve muito trabalho para trazê-la até você e agora ela está jogada em um canto da casa. Você nem olha mais para ela. Parece que já perdeu o interesse.  O que houve? Ele fez a pergunta e saiu. Eu não o respondi. Porém, à noite, fiquei detida nos meus pensamentos em relação a isso e percebi que essa atitude  era uma constante em mim. Eu queria, queria uma coisa e depois que eu a conseguia, perdia o interesse, passava  a desejar uma    outra coisa.  Essa reflexão foi me acompanhando  durante toda a minha existência, em que eu ia percebendo que era essa a atitude comum por parte de todos, ou quase todos. A  maioria persegue um sonho, luta por ele e quando o consegue, se desinteressa. O alvo do desejo passa a ser uma outra coisa.
                Hoje, observando o dia a dia das  pessoas, podemos notar , claramente,  essa atitude em várias áreas ou situações da vida. As pessoas desejam um celular, por exemplo, e, daqui a poucos meses já sabem do último lançamento que oferece mais recursos, perdendo o interesse pelo anterior e assim em relação às demais coisas da vida.   No tocante  aos relacionamentos, a reação é a mesma, porém a coisa fica mais grave porque mexe com os sentimentos de uma outra pessoa. Os relacionamentos de hoje,  não  possuem o mesmo prisma de antes, não são  mais duradouros como antigamente. No início, percebe-se  a vontade de ficarem constantemente juntos, partilhando a vida, mas depois, com a rotina,   é levantada uma grande muralha de indiferença, desatenção e até mesmo de individualismo e ausência de diálogo. O interesse do começo parece que evaporou-se.
 Não precisamos bisbilhotar a vida alheia, basta ler as reportagens dos artistas famosos,  políticos e das personalidades que estão em alta na mídia que é sempre assim. A mesma coisa é imitada pelo cidadão comum. Mudam de parceiros, de  mulheres, como se muda de roupa. Há uma ausência total do amor duradouro. Parece que o amor não está mais sendo amado.
                O que fazer para inverter essa situação?  Como o próprio título do texto  sugere, buscar ser feliz com o que temos é uma arte que nos ensina a tirar os olhos do que não temos e valorizarmos o que está nas nossas mãos ou a nosso lado. Isso faz com que o nosso coração fique pacificado conosco e com os outros e a nossa vida em família passe a vivenciar a verdadeira felicidade, que consiste em construir um lar  solidificado  no amor adulto e seguro, capaz de amar o outro com as suas diferenças e, assim,  buscar  construir a  felicidade apesar das barreiras que encontramos à nossa frente.
                Para que isso aconteça, temos um preço a pagar:  Cultivar a semente do amor com o diálogo, carinho, renúncia, atenção, união e compreensão. Coisas que eram feitas espontaneamente na época do namoro e noivado e que, agora, parecem  ser um peso e até quem sabe nos envergonhamos  de fazê-las.  É preciso adubar e irrigar  a semente do amor para que ela não pereça. Essa é uma atitude que vale a pena. O agricultor, antes de colher os bons frutos, ele passa por um período de lida. Planta, aduba, tira as ervas daninhas, que insistem em crescer no meio da boa semente, irriga e pacientemente aguarda o dia em que todo o seu investimento se multiplique e retorne às suas mãos. Assim também acontece nos relacionamentos.  
                O amor necessita ser amado. E para isso deve ser valorizado e construído por pequenos gestos e delicadezas. Cabe a cada um de nós ser o promotor dessa corrente de paz, harmonia e união. A família agradece.  Você se habilita a dar esse passo?

                

terça-feira, 23 de abril de 2013

A esperança é a última que morre...





                Pensando nesse dito popular, “A esperança é a última que morre”, fiquei a contemplar alguns acontecimentos da nossa vida, em que muitas vezes deixamos murchar a esperança.
                A nossa caminhada terrestre  é cheia de altos e baixos. É como uma estrada cheia de declives, onde uma hora subimos para descer novamente ao encontro de uma reta segura para prosseguir. E essa busca, a maioria das vezes, exige de nós a perseverança, um olhar atento para a vida,  a paciência e, sobretudo, a esperança.
                Um grave problema  que ultimamente atinge parte da humanidade  é o que chamamos de depressão.  Apesar de não ter conhecimento médico,   dá para perceber que esse mal  tem uma raiz, porque tudo tem uma origem. E a meu ver,  esse sentimento de que tudo acabou começa com a falta de sentido para a vida, que nada mais é do que a perda do entusiasmo, da vontade de lutar pelos seus objetivos, de caminhar com  esperança, mesmo sem vislumbrar o que se pretende alcançar. Esse comportamento é muito comum  nas pessoas que apostam todos os seus esforços em um projeto ou em pessoas e, de repente, não alcançam os seus objetivos, se decepcionam.  Veem  os seus sonhos  se evaporarem com o vento.
                Quando passamos por essa prova, o ideal é tirarmos o nosso olhar do que não deu certo, ou dos planos que ficaram por  água abaixo e caminharmos em frente, em busca de uma solução, um  novo  horizonte, onde  o sol  nos fará enxergar uma nova  estrada  a percorrer.
                Recebo muitas mensagens lindas, através de e-mails. A  mais bonita,  para mim,  foi  um texto intitulado A última pedra,  de  um psicólogo e autor de vários livros de auto ajuda, Roberto  T. Shinyashiki.
                Ele conta a história de um pescador que chegou cedo,  de madrugada,  à praia para o trabalho e encontrou um saquinho cheio de pedras. Ainda,  no escuro, começou a jogar as pedras no mar. Enquanto fazia isso, o dia foi clareando até que, ao se preparar para jogar a última pedra, percebeu que era preciosa!
                Ficou arrependido e comentou o incidente  com um amigo que lhe disse:  Realmente, seria melhor se você prestasse mais atenção no que faz, mas ainda bem que sobrou a última pedra!
                Muitas pessoas, quando olham para trás, para os acontecimentos de sua vida, percebem que fizeram muitas bobagens.  É como um filme que vai passando na memória e que podem detectar nitidamente os erros,  e também, os acertos que cometeram. É impossível, dada à  fragilidade humana, acertar sempre.  O que nos faz esquecer de olhar para a frente é o orgulho de não querer admitir que errou, e esse sentimento que nos prejudica é que nos leva a não percebermos  que temos na mão a última pedra, ou seja, a possibilidade de um recomeço.
                Se você que está lendo o texto e  de alguma forma se identifica com aquele pescador que jogou fora tantas pedras preciosas que, hoje, são impossíveis de recuperar, porém, nada de culpa, de se torturar com o que não deu certo no passado. Você ainda estava aprendendo. Perdoe-se e  não se esqueça que você ainda tem na mão a última pedra.
                Como aquele pescador, que estava na praia de madrugada e, só ao amanhecer, se deu conta de que tinha nas mãos pedras preciosas, o raiar de um novo dia está despontando para você. Perceba a seu redor e veja quantas pedras preciosas ainda lhe restaram: familiares e amigos e tudo o que lhe rodeia, que lhe é necessário. Basta abrir os olhos e não deixar que o desânimo, a raiva, o pessimismo lhe façam desperdiçar o que a vida lhe oferece, agora.
                Levante-se, siga em frente e agarre-se com força,  a última pedra está nas suas mãos.
                               

terça-feira, 2 de abril de 2013

Como se sustenta o ateu?



            Logo pela manhã, ao fazer minhas reflexões, fiquei pensando: Como se sustenta o ateu?
         Esse pensamento me remonta a alguns anos, quando tive a oportunidade de conversar com um senhor,  ex combatente  da segunda guerra mundial, que me dizia não acreditar em Deus. Mantive uma boa conversa  com ele buscando descobrir o porquê de tamanha incredulidade.
         Aos poucos,  fui ganhando a sua confiança  e  passou a relatar-me   sua história, na qual  pude identificar alguns pontos que o levaram a se posicionar daquela forma.
         De origem humilde,  perdeu os pais muito cedo. Teve que se separar dos irmãos. Alguns ficaram com pessoas da família. Outros,  com estranhos que os  adotaram para prestar serviços domésticos. E, assim, ele passou a infância e adolescência sem experimentar o  convívio amoroso de uma vida em família, passando  a sobreviver trabalhando arduamente para ganhar o pão de cada dia. Para fugir dessa situação, cedo alistou-se ao exército que o mandou para as fileiras da guerra. No primeiro combate, ficou sem o olho direito.  E assim, continuou narrando os infortúnios, que foram muitos em sua vida. A conclusão que ele tirou de tudo isso o que lhe acontecera  é que o Deus de quem eu lhe falava não existia. Que Deus era esse, perguntava ele,  que dava vida boa para uns e para outros era só desgraça?
         Comecei falando sobre a origem do mal. Que não vinha de Deus e sim do próprio homem. Que as desgraças e, também, as graças que nos aconteciam eram consequências das escolhas que fazíamos e das circunstâncias da vida de cada um.
         Então, eu passei a mostrar algumas passagens bíblicas que falavam do amor de Deus por cada um de nós. Esse amor que fala pessoalmente para mim e para ele: “Eu tenho o teu nome escrito na palma de minha mão.” Por ti, eu troco reinos.  “Eu estou contigo. Não temas”. Se atravessares o fogo, não te queimarás, se tiveres que atravessar os rios, não emergirás, porque eu, o Senhor, seguro na tua mão e te ajudo”. Tu és o meu servo, o meu eleito.”
         Depois, falei para ele que o amor de Deus não era como o amor dos homens. O homem ama querendo retribuição, ama por interesse, no toma lá, dá cá. O amor humano é frágil, qualquer coisinha se acaba,  tem dificuldade de perdoar, se irrita, guarda rancor. O  amor de Deus é paciente, tudo desculpa, tudo perdoa e jamais tem fim.
É como o amor daquele pai que tinha dois filhos: um decidiu ir embora, afastar-se do pai, pedindo-lhe  a sua parte da herança. O Pai concordou, porque o amor deixa o amado livre.  Foi para longe do Pai. Gastou tudo com mulheres, bebedeiras, orgias. Quando deu por si,  estava comendo a comida dos porcos que lhe deram para cuidar. Pensou: Vou voltar e pedir perdão. Direi ao meu Pai: “Pequei contra o céu e contra ti, não sou digno de ser chamado teu filho”. Mas o Pai,  ao vê-lo, de longe, mandou buscar roupa nova e sandália aos pés e ordenou  que os empregados preparassem uma festa. O filho mais velho (que amava  buscando  retribuição)   reclamou do Pai e falou que  sempre estava com ele e nunca  havia ganho uma festa. O Pai respondeu: “Filho, tu estás sempre comigo, tudo o que é meu é teu. Convinha que eu fizesse uma festa para receber esse meu filho que estava perdido e foi encontrado, estava morto e reviveu”.
         Ao ouvir essa passagem que mostra o amor misericordioso de Deus, aquele senhor com quem eu conversava,  olhou para mim com os olhos marejados,  mas  fazendo resistência ao que tinha escutado, me  falou: “Eu tenho inveja  de quem tem em quem ou em que  se sustentar”.
         A raiz de muitas frustrações, tristezas e decepções está no fato de muitos  sustentarem a sua esperança nas coisas e nas pessoas. E isso é uma base de sustentação muito frágil pois pessoas são falhas, inconstantes e limitadas e as coisas, dinheiro, aparência, saúde e tudo o mais sã inconstantes e passageiros, pois não se sustentam por si mesmo, diferente de Deus, que é eterno e não depende de nada para se manter. Por isso é, era e sempre será uma excelente base de sustentação.
Eu gostaria, disse ele,  de enxergar esse Deus que você diz que existe.
Eu não apenas disse que ele existe, expliquei. Ele existe de verdade e para enxergá-LO precisamos ter abertos os nossos olhos espirituais, mesmo que não O visualizemos  com os olhos físicos, como foi o caso da cegueira do apóstolo Paulo. Ele enxergava bem com os olhos físicos, a sua cegueira era espiritual. Apesar de conhecer muito bem as Escrituras, era judeu praticante, mas ainda não havia tido  a experiência com Jesus Ressuscitado.
         Quando Paulo caiu em si, conforme Atos 9, 3-6,  ele foi ofuscado por  uma luz tão forte que perdeu  a visão física e esse fato o levou a enxergar dentro de si pelos olhos espirituais. Escutou, então,  uma voz que lhe falava: Saulo, Saulo, por que me persegues? (Paulo era perseguidor dos cristãos).  
Depois de ouvir a voz de Deus, Saulo,  que se tornou Paulo,  deixou de ser perseguidor passando  a fazer parte do grupo inicial de cristãos  que difundiu o Evangelho nas quatro partes do mundo.
         Isso acontece da mesma forma conosco. Passamos a ter uma vida nova, transformada, após termos vivido uma real experiência com o Deus Vivo. E é o que eu acredito ter acontecido com aquele homem após ter acolhido a Palavra de Deus no seu coração.
         Esse é um convite que Deus faz a mim e a você.
Após essa reflexão, em que  ou quem você decide se sustentar?
        
        

terça-feira, 12 de março de 2013

A necessidade do perdão para ser livre



     O perdão é uma decisão humana, mas é também vontade de Deus.  Como perdoar, se não tenho vontade, se a ofensa é tão grande, que não consigo? Por nós mesmos, tem coisas que são humanamente impossíveis, ex. alguém perdoar o assassino de um ente querido e esse sentimento passa a ser um peso muito grande a carregar no nosso coração. Então, nós passamos a levar dentro de nós aquela ou aquelas pessoas que nos prejudicaram. Acordamos, tomamos café, almoçamos, jantamos e dormimos com ela. Ela fica como prisioneira do nosso coração.  E isso é um fardo pesado que nos leva a viver amargurados e sem paz. Assim aconteceu comigo. Buscava esquecer nas viagens, porém a pessoa me acompanhava para onde eu ia. Nas minhas conversas, o ponto central era sempre a mesma história. Aquilo que eu buscava pela viagem ficar longe me acompanhava mais próximo do que eu imaginava. Era como se eu levasse um pássaro preso dentro da gaiola, que havia se tornado o meu coração.  E isso era uma verdadeira tortura para mim e, talvez, para as pessoas que estavam próximas a mim que, por caridade, tinham que ouvir e engolir o mesmo assunto. 
          Então, eu senti a necessidade de buscar ajuda. E essa ajuda, para mim, veio do Alto. Busquei na Palavra de Deus. Pedi a Ele que me libertasse porque eu queria ser feliz novamente, experimentar a verdadeira liberdade, que é a interior. Apreciar as cosias boas da vida, um  céu azul, um pássaro voando, conviver bem com todos. E isso só acontece, dando o primeiro passo, porque o perdão é um processo, que tem início com a vontade de perdoar. Muitas pessoas são bloqueadas porque já tem no coração o propósito de não perdoar e até dizem: vou levar essa ofensa para o túmulo. E levam mesmo, porque a falta do perdão produz muitas doenças dentro de si que  acabam levando para a sepultura.

             Em face disso, eu convido você a pedirmos juntos,  a Deus,   o desejo  de perdoar. Você que diz "eu não tenho vontade de perdoar, para mim é impossível,  o que essa pessoa fez foi muito grave". Para você é, mas para Deus nada é impossível.
                A Palavra de Deus em  Efésios 4, v. 26,  nos ensina:   “Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. V. 27 – Não deis lugar ao demônio “. Podemos até nos irar, porque somos humanos, temos sentimentos dentro de nós, ficamos irados pela injustiça, pela traição, desprezo, em ser passado para trás,  pelas feridas que produzem em nós, às vezes, nos iramos até contra Deus porque Ele não atendeu as nossas orações, porém, devemos ter o cuidado para que elas não se transformem em ódio. Não se ponha  o sol sob o vosso ressentimento  (nunca dormir com raiva).

              Em 1 Jo 3, 15 -   – “Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino.”
                Cada pessoa que nós tiramos da nossa vida, eliminamos, é como se nós a  tivéssemos matado, sepultado dentro de nós. O nosso coração passa a ser um cemitério cheio de pessoas mortas, enterradas, cheirando mal. E isso se torna um peso muito grande para carregar. 
O caminho é apontado por Jesus: "Vinde a mim vós que estais cansados e aflitos e eu vos aliviarei. Atendendo a esse apelo, fui até Jesus, aos pés da cruz. Lá, eu recordei as palavras que Ele dirigiu ao Pai: "Perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem". 

         Então, A Palavra foi me dando a compreensão do que era preciso que eu fizesse. Eu teria que olhar para os acontecimentos passados na minha vida, com o olhar de misericórdia que Jesus lançou sobre toda a humanidade que o colocou na cruz. Então veio o sentimento  de compaixão que me levou a justificar aquelas atitudes da seguinte maneira: quando essa pessoa se comportou assim  comigo, me ofendeu, humilhou, desprezou e tudo o mais, certamente, ela na realidade não sabia o que fazia, porque agia conforme a carne, sem avaliar as consequências dos seus atos e talvez, não percebesse o quanto eles estavam prejudicando a minha pessoa e consequentemente, toda a família.  Então, quando passei a ver os acontecimentos dessa forma, veio a libertação. E descobri, a partir dai, ser essa a receita de quem quer praticar o perdão. A  nossa caminhada  de conversão tem início com o perdão. E em todas as passagens do Evangelho, Jesus mostra que o Perdão que quero para mim precisa ser correspondido, passar pelo   perdão que dou aos outros.        Na Oração do Pai Nosso, Jesus nos ensina: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido".

                Aproveitando  esse período de quaresma e seguindo esse ensinamento bíblico, é interessante que cada um de nós identifique e se pergunte:  "A quem preciso perdoar?" A quem devo pedir perdão?  Que Deus te abençoe e te ajude a trilhar na estrada do perdão e da reconciliação.